sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Bolo de cenoura com cobertura de dèjá vu

Eu tive um sonho, vou te contar:
Eu me atirava do oitavo andar,
E era preciso fechar os olhos
Pra não morrer e não me machucar

É o que devemos fazer.
Não temos que ter medo.
É o que devemos fazer.

Eu tive um sonho,
Muitos soldados me procuravam dentro do meu prédio,
E era preciso voar pelas escadas
Pra não deixar que eles chegassem perto.

É o que devemos fazer.
Não temos que ter medo.
É o que devemos fazer.

Não deixe de cruzar o seu olhar com o meu.
Eu vou jogar meu corpo em cima do seu.
Não deixe de cruzar o seu olhar com o meu.
Eu vou jogar meu corpo em cima, em cima do seu



É isto o que eu queria dizer, mas não sei bem o motivo.

Esta noite, fui dormir por volta da uma hora da manhã. Acordei, espontaneamente, às cinco, quase como se tivesse dormido a noite inteira.
Tive um sonho estranho. Nele, havia meu pai, minha mãe, uma estação de metrô ou talvez um terminal de ônibus - não sei identificar -, uma bolsa esquecida em um dos bancos do lugar que teria ficado lá por dias sem que ninguém pegasse ou permitisse que quem quer que fosse - a não ser o dono - a recolhesse. Ao telefone, meu pai me disse algo que me instigou a lhe sugerir uma psicoterapia.

- Eu fui para a prisão por causa de um (não me lembro como ele chamou ao cidadão) e não pude fazer nada! Eu fui criado para a luta!

Isto foi o que meu pai me disse no sonho. Mas isto realmente não importa.
Além disto, em um outro momento do sonho, havia uma espécie de sítio, e, lá, meu namorado estava comigo, mas também não tenho certeza de que era meu atual namorado. É confuso, como a maior parte dos sonhos - apesar de eu costumar lembrar dos meus sonhos com riqueza de detalhes, no momento em que acordo; esqueço conforme os minutos e horas se passam, de fato, mas sou capaz de me lembrar em outro momento do dia, se, imediatamente ao acordar, fizer uma revisão em voz alta do sonho.

Levantei-me, fui ao banheiro.  Depois, à cozinha, comer um pedaço de bolo de cenoura com cobertura de chocolate (gostooooooosooooo *.*). Antes que eu abrisse o forno para apanhar um pedaço de bolo, abri a geladeira e, neste momento, tive um estranho déjà vu: foi como se, pela terceira vez, exatamente, eu tivesse aberto a porta da geladeira, no mesmo instante da minha vida, olhando para o mesmo pacote de azeitonas e pensando na mesma coisa em que estava pensando. Tive medo que, a partir dalí, eu vivesse a minha vida toda, ou parte dela, novamente.

Dèjá vu's assim acontecem o tempo todo comigo, mas quem não os tem? Talvez a única diferença esteja na maneira que sinto isto. Intensidade é a palavra. Meus sonhos são vívidos, a repercussão deles em minha emoção é avassaladora, e meus dèjá vu's são amplificados, verdadeiras fantasias, vívidas, como a maior parte das minhas fantasias.

Estas coisas não são difíceis de lidar. Estas coisas são lindas! Exceto, claro, quando tenho a sensação de que estou vivendo uma lembrança da minha vida e não minha vida propriamente, ou quando começo a fantasiar involuntariamente, durante horas, com um mundo caótico e assustador repleto de figuras distorcidas e abismos. Mas, fazer o quê? Esta é minha vida e merece ser vivida com orgulho e dedicação, estou enganada?
Um grande abraço a todos, acompanhado por um beijo sabor cenoura com chocolate.

Até a próxima.


2 comentários:

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