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segunda-feira, 5 de março de 2012

Alguns desenhos

Os desenhos a seguir estão no meu caderninho.

É certo que, de alguma forma, há muito de mim em cada um deles.

Queria mostrar a vocês. Pra interagir. =P
Hihi.










É... São eles.

Não tenho muito mais o que dizer. Hihi.

Abraços carinhosos!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Esclarecendo dúvidas sobre o caderninho

Aqui, esclarecerei algumas dúvidas com relação à idéia de ter um caderninho como o que eu relatei neste post aqui.

O caderninho é um diário?

Não exatamente, mas ele pode ser um diário se você quiser se ele seja. Ele é o que você quiser. Claro que ele não pode ser um ornitorrinco, mas você pode colar a foto de um ornitorrinco na capa, se isto te fizer feliz.

O que escrever no caderninho?

Pra começar, você não tem que, necessariamente, apenas escrever nele. Para tentar deixar esta questão clara, farei uma breve lista de sugestões do que você pode colocar nele, outra do que você não deve fazer com ele e, em seguida, transcreverei algumas passagens do meu caderninho.

Sugestões de o que colocar no caderninho:

- Quando você quer xingar alguém, ou bater em alguém, você pode escrever no caderninho o quanto filha da puta esta pessoa é, devanear sobre o que gostaria de fazer com ela, e sobre o porquê de você estar com raiva. Você pode até colar uma foto dessa pessoa e rabiscar a foto toda! Ou desenhar a pessoa morta. Ou desenhar a pessoa te pedindo desculpas. Enfim, as possibilidades são infinitas. A idéia é expressar no caderninho o que você sente e o que você gostaria. Sem medo.

- Quando você está confuso e ninguém entende o que você está dizendo - nem você - , você pode jogar as palavras no caderninho e fazer rabiscos.

- Quando você está feliz, você pode escrever o quanto você está feliz e o porque de você estar feliz.

- Você pode escrever poemas malucos nele, se quiser.

- Você pode escrever como seria o mundo perfeito ou a vida perfeita;

- Você pode escrever o que você deseja, ou expressar o que você deseja através de desenhos ou colagens.

- Você pode deixar suas lágrimas molharem o caderninho.

- Você pode fazer rabiscos e desenhos abstratos.

- Você pode fazer listas. Listas do que você gosta, do que não gosta, do que quer, do que te faz infeliz, do que você gosta em você mesmo, do que você não gosta em você mesmo, do que você poderia fazer para se sentir melhor, e até a lista do supermercado. O caderninho é seu. Você faz a lista que quiser.

- Você pode registrar os insights que você tem. Aliás, é algo extremamente útil, pois insights adoram se esconder da gente quando a gente para de falar neles.

- Você pode escrever as suas lembranças, se você quiser.

- Você pode contar para o caderninho qual foi a melhor parte do seu dia e qual foi a pior.

- Quando você precisa conversar e não tem ninguém que possa fazer isto com você naquele momento, você pode contar para o caderninho que não tem niguém para conversar com você.

O que você não deve fazer:

- Se sentir obrigado a escrever no caderninho;

- Aceitar que leiam ou escrevam no seu caderninho sem que você que você queira.

Trechos do meu caderninho:

"Me sinto patética por querer; por ter sempre que ser do meu jeito; porque isto é algo secundário. Piano não provê sustento. (Hamires Cristine - sobre cantar em uma banda)"

"Estou profundamente magoada (...) Eram situações confusas e ficava só um grande vazio. Eu não merecia ser negligenciada dessa forma, e minha dor e minha raiva  em relação a isso são legítimas e têm razão de ser. (Hamires Cristine - sobre a negligência do Helder com minha dor e meus processos)"

"Eu tenho um cinzeiro bonito. / Foi minha mãe quem me deu. / Meu cinzeiro é roxo, / Porque tudo o que minha mãe compra para o meu quarto é roxo, / assim também seria o cinzeiro. / E minha mãe compra tudo em roxo / porque ela sabe que eu gosto de roxo / e pretendia decorar meu quarto nesta cor. / Infelizmente, a escrivaninha é rosa. / Bem, ela foi um acidente. / Se minha mãe a tivesse comprado, seria tabaco, / porque minha mãe sabe que quero os móveis do meu quarto em tabaco e branco. / Minha mãe me ama, / e meu cinzeiro é roxo. (Hamires Cristine - sobre o cinzeiro roxo e o amor)".

Eu pretendo transcrever, em posts específicos, outras partes do meu caderninho, assim, ficará cada vez mais compreensível a idéia - e também é gostoso compartilhar, hihi. Alguns textos completos, outros, parcialmente, porque meu caderninho é meu refúgio e compartilhar é compartilhar o que eu me sinto à vontade para compartilhar, o que você se sente à vontade para compartilhar. O que você quer que fique no caderno, e só no caderno, não deve sair de lá.

Em que, exatamente, isso tem utilidade?

Eu acho muito útil ter um lugar (o caderninho) onde eu me sinto segura para ser quem eu sou, como eu sou, o que sinto, o que quero, sem vírgulas, sem entrelinhas, sem receios.

Mas a terapia não serve pra isso?

Serve, também. Mas você está vinte e quatro horas na terapia? O caderninho pode estar onde e quando você quiser.

Mas se o caderninho não me responde, não é como a terapia.

Ninguém disse que é. É uma terapia sim, mas uma terapia alternativa. Ele não responde porque ele é uma extensão de você. Escrevendo ou colocando coisas nele, você está conversando consigo mesmo. Se deixe falar. Se deixe ser. ;-)

E qual é a diferença entre ter um blog e escrever um caderninho?

Na real, não há muita diferença, se você não está escrevendo o blog para pessoas seguirem. A diferença é que o caderninho não é para ser lido por quem você não quer que leia. Mesmo que você tenha o respaldo do anonimato (eu tinha escrito anonimidade, que vergonha), sempre haverá, inconscientemente, uma escolha entre o que você quer que pessoas leiam e o que você não quer, assim, antes mesmo de você pensar em escrever, você já fez uma seleção entre o que pode sair daí e o que não deve. Sim, este processo, geralmente, no casos de autores anônimos, é inconsciente. O caderninho deixa um mínimo espaço para este processo, porque você sabe que ninguém lerá o que você não quer que seja lido, perdendo apenas para a expressão através do desenho e expressão corporal (desenho não é entendido pela sua mente como linguagem, logo, não há censura, porque ninguém entenderá mesmo), mas, como você também pode desenhar no caderninho, isto não é um problema.

Para quê escrever ou expressar o que eu não quero que seja visto?

Para responder a esta pergunta, há dois pontos-chave:

- Para descarregar. Sabe aquela sensação de ter um monte de coisas dentro de você querendo explodir? Quando você não as prende, é menos provável que elas transbordem, pois, se você as solta, em vez de transbordarem como um vulcão em erupção, ela fluem como o ar que entra e sai pelos seus pulmões.

- Para você ver. Os pensamentos e as emoções, enquanto pensamentos e emoções, são abstratos. Quando você os transforma em algo visual, você os torna concretos. E é extremamente mais simples entender e lidar com o concreto do que com o abstrato.

É isto. Qualquer dúvida, dá um grito.

Espero ter esclarecidos as questões que tenham ficado "no ar".

Um abraço cheiroso, e uma piscadela sorrida.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Minhas pequenas Grandes Coisas

Oi, pessoalzinho!

Após certa ausência, tenho coisas importantes pra contar a vocês.

Esta semana, a coisa andou feia! Tive crises, quebrei coisas, gritei. Algo que me admirou bastante, aliás, foi a crise que tive quando estava na casa do meu namorado. Era madrugada, acho que ele estava dormindo. E acho que me senti abandonada. Sempre me sinto abandonada. Talvez seja TPM esta tempestade pela qual andei passando. Só sei que eu não conseguia nem pensar durante esta crise, eram só sensações e, por não conseguir pensar, eu também não conseguia falar. Eu ria, eu chorava, eu parecia drogada. Até que o Helder colocou a mão em meu rosto e suspeitou que eu estivesse com febre. E, sim, eu estava. Nada do outro mundo, apenas uma febre de 38 graus.

Não tive mais febre depois disto. A explicação é: a atividade no meu cérebro estava extremamente mais intensa do que o "usual", demandando mais oxigênio, que é transportado através da circulação sanguínea, que, então, aumentou e, enfim, elevou a temperatura do meu corpo.

Mas isto são apenas hipóteses. Possíveis e bem prováveis, mas ainda hipóteses.

Esta não é a questão. A questão é que minha semana foi cheia destas coisas, e eu cada vez mais retraída, pensando que nada poderia me ajudar. Eu estava até começando a pensar que fosse um erro escrever neste blog.

Até que meu namorado precisou sentar ao meu computador para fazer um trabalho da faculdade (a esta altura, já estávamos em minha casa, e isto aconteceu nesta madrugada). Eu não podia me sentir só, abandonada. Sabia que isto poderia acontecer, então, me antecipei: dispus meu material de desenho sobre aquela mesinha branca e pensei em começar a desenhar.

No dia em que comprei o material para esta atividade, também trouxe para casa um caderninho, que eu não sabia qual utilidade teria.

Bem, eu descobri, e - puxa(!) - tem uma utilidade maravilhosa!

Primeiro, escrevi meu nominho na página de dados pessoais. Depois, fiz isto na página seguinte:


Não sei se está legível, mas o que está escrito é: "Caderninho da Hamires . Minhas pequenas Grandes Coisas".

Mesmo depois de fazer este desenho, eu ainda não sabia o que eu escreveria. 

Acontece que, durante uma conversa com o Helder, eu precisei organizar meus pensamentos através da escrita - meio pelo qual já é de meu conhecimento que consigo organizar melhor do que falando, e que uso, inclusive, na psicoterapia, quando não estou conseguindo me expressar. Sabe essa coisa de "jogar as palavras"? Daí, organizo visualmente, colocando-as em colunas, fazendo relações entre elas, estas coisas.

Escrevi na próxima página do caderno. Então, descobri para quê serve o caderninho.

Bombardeei o coitado! Só nesta madrugada, foram cinco expressões diferentes. Consegui ter insights, e pensar em formas de me organizar. Consegui reavivar minha esperança, ou melhor, acho que, agora, eu realmente acredito que posso sair dessa!

Acho que é de conhecimento geral que o ego de um border não se desenvolveu sadiamente, sendo confuso, encolhido num canto qualquer da mente, reprimido pela batalha entre o superego e o id, em vez de mediá-la e se beneficiar dela.

Pois, muito bem. De repente, eu entendi - de repente, não, pois houve todo um processo de associação, compreensão e desenvolvimento da própria compreensão, mas, 'whatever...' - que toda vez que jogo uma conquista minha no lixo, uma iniciativa minha no lixo, uma felicidade minha no lixo, ou mesmo minha raiva, minha tristeza, meus desejos, sempre pensando em 'onde determinado sentimento pode levar', pois: minha felicidade não anula minha dor, então ela é descartável; minhas conquistas não anulam minhas derrotas, portanto, de nada servem; minha raiva vai gerar atrito, o que vai me deixar vulnerável à introsão do outro no meu 'eu', então seu lugar é o lixo; entre outros funcionamentos meus, todas estas vezes, estou jogando a Hamires no lixo, arrancando um pedacinho meu, mantendo o buraco aberto, a ferida doendo, sem nunca cicatrizar.

A dor é o que resta quando se tira tudo o que poderia começar a formar o "todo" almejado, o ego, o self sadio, ausência pela qual sofro e me lamento.

Cheguei à conclusão de que, através desta pequena e simples ação, posso ter um porto seguro, onde eu posso ser eu mesma, sem me preocupar com o que pensarão, com  o que falarão, se é certo ou errado, se é válido ou não - claro que é válido(!), é meu(!), eu sou alguém(!) -, e assim permitir que, enfim, meu ego se desenvolva e eu deixe de ser uma pessoa pela metade.

Há mais coisas que gostaria de contar sobre esta madrugada e sobre o que o caderninho já me trouxe, mas fica para a próxima.

Um abraço carinhoso em todos, e beijinhos nas mãos das donzelas.
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